Roteiro
DIA 01 — 15 DE JANEIRO
Puerta del Sol
A Puerta del Sol é o lugar perfeito para começar a percorrer Madri. Explore a famosa praça com o "Oso y el Madroño," o símbolo da cidade, e conheça as lojas e cafés ao redor.
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A Puerta del Sol é o "quilômetro zero" da Espanha — é dali que partem, oficialmente, todas as estradas radiais do país, marcadas por uma placa no chão bem em frente ao prédio da Casa de Correos. Vale parar um instante em cima da marca: é onde os madrilenhos se encontram e é também o ponto de onde, na noite de 31 de dezembro, milhares de pessoas comem as tradicionais "doze uvas da sorte" ao som do relógio da Casa de Correos, um costume que a Espanha inteira acompanha pela televisão.
Além da estátua do urso com o pé apoiado no madroño (o símbolo oficial de Madri, e um ótimo ponto de referência para combinar encontros), repare no letreiro luminoso do Tío Pepe, uma das imagens mais fotografadas da praça, e na estátua equestre de Carlos III, o rei que modernizou a cidade no século 18.
A praça funciona 24 horas e a entrada é livre — não há bilheteria nem horário de fechamento, já que é um espaço público de passagem, ponto de encontro e também de manifestações populares.
Iglesia de San Ginés
A Iglesia de San Ginés é uma das mais antigas de Madri. A forma atual data de 1645, quando a ermita do século XIII, que estava no lugar, foi reconstruída. Entre na igreja para dar uma olhada. Na Capilla del Santo Cristo, localizada na parte esquerda, há obras de Alonso Cano e Luca Giordano.
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Apesar de ficar a poucos passos da agitação da Puerta del Sol, a San Ginés é um refúgio de silêncio e história. É considerada a igreja mais antiga de Madri em uso contínuo — a paróquia já existia no século 12, e o edifício que se vê hoje, de fachada sóbria em tijolo e pedra, é de 1645. Vale entrar sem pressa: a igreja guarda um acervo de arte religiosa pouco divulgado entre os turistas.
O ponto alto da visita é a Capilla del Santo Cristo, à esquerda de quem entra, com um Cristo atribuído a Alonso Cano (um dos grandes escultores barrocos espanhóis) e uma tela de Luca Giordano, pintor napolitano que trabalhou para a corte espanhola. A igreja também guarda uma cópia da "Expulsão dos Mercadores do Templo", de El Greco — o original está no Museu do Prado.
O horário de visita é de segunda a sábado, das 8h45 às 13h e das 18h às 20h45 (às quartas, das 8h45 às 13h30 e das 17h30 às 20h45); aos domingos e feriados, das 9h45 às 13h45 e das 18h às 20h45. A entrada é gratuita.
Chocolatería San Ginés
Desde 1894, os madrilenhos comem chocolate com churros na Cholatería San Ginés. Os churros tradicionais da Espanha são mais finos que a versão conhecida no Brasil, e não são recheados. O costume é untá-los em uma xícara de chocolate quente. Podem ser consumidos em qualquer momento do dia.
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Escondida num beco (o "Pasadizo de San Ginés") logo atrás da igreja de mesmo nome, esta é uma das casas mais tradicionais de Madri — funciona ininterruptamente há mais de 130 anos e já foi ponto de parada de gente famosa, de Hemingway a noctívagos madrilenhos que terminam a noite por lá. O ambiente é simples e charmoso, com mesas de mármore e garçons de colete, sem nenhum ar de armadilha turística apesar do movimento.
O pedido clássico é o "chocolate con churros": seis churros finos e crocantes (bem diferentes dos churros recheados do Brasil) ou duas porras (uma versão mais grossa), acompanhados de uma xícara de chocolate quente denso, quase uma calda, no qual se mergulha cada pedaço. O preço gira em torno de 5,90€ por pessoa, tanto no balcão quanto sentado à mesa — vale lembrar que, como em muitos bares espanhóis, sentar-se pode ter um pequeno acréscimo em relação a consumir no balcão.
O funcionamento é praticamente o dia todo (por volta das 8h às 23h30), e não é incomum ver fila na porta, principalmente entre 10h e 13h e depois do jantar. Pagamento em cartão é aceito sem problema.